Portal da Inflação
Última atualização em

Painel da Inflação
Informação rápida sobre a inflação

O que é?
O painel da inflação mostra informações sobre diversas séries econômicas relacionadas ao nível dos preços no Brasil.
Os gráficos apresentados aqui permitem que você tenha uma ideia da variabilidade dessas séries ao longo do tempo. Ao posicionar o mouse sobre o gráfico, você tem acesso aos valores observados. Além disso, também é possível observar o histórico das séries temporais, bem como seus intervalos típicos, ao clicar em 'Veja mais'.
Como interpretar?


IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IBGE) - Var. %

Veja mais


Núcleos da Inflação (BC e FGV IBRE) - Var. %

Veja mais


Taxa de juros - Selic acumulada no mês anualizada base 252
Veja mais



Taxa de Desocupação (PNADC, IBGE) - Percentual
Veja mais


Rendimento médio real efetivo de todos os trabalhos (PNADC, IBGE) - R$
Veja mais


Pessoas ocupadas (PNADC, IBGE) - unidades (mil)
Veja mais
Núcleo da Inflação
Inflação filtrada

O que é?
O núcleo de inflação é um medida que procura indicar a tendência dos preços, não considerando variações de preços resultantes de choques temporários. Existem várias metodologias para o cálculo do núcleo de inflação. As mais populares são: médias aparadas com suavização, dupla ponderação e por exclusão. O núcleo é uma medida de inflação desenhada para detectar mudanças de caráter fundamental nos preços, que podem ser causadas por pressões de demanda sobre a capacidade produtiva, por choques permanentes nos preços relativos ou por alterações nas expectativas de inflação.
Como se calcula?
O núcleo apresentado aqui é um filtro da inflação medida pelo IPC-Br (FGV). Primeiro é aplicado um filtro de médias aparadas para remover as variações extremas que ocorreram na cesta. Em seguida é feito um ajuste sazonal. E, por último, é feita uma suavização (variação acumulada dos últimos 3 meses. Este núcleo ainda não é divulgado oficialmente pela FGV IBRE pois ainda está em análise.

Se você tem interesse em saber mais sobre o cálculo do núcleo que estamos propondo para análise da trajetória da inflação, acesse o menu Nossas Pesquisas.

Índices de Difusão
Qual é o comportamento da maioria dos itens da cesta?



Mas o que é um índice de difusão?
Índice de Difusão tem por objetivo informar a direção dos itens que compõem um indicador econômico, medindo a proporção daqueles que cresceram, decresceram ou se mantiveram estáveis. Esta é mais uma ferramenta que pode auxiliar na análise de indicadores econômicos para tomada de decisão.
Como se calcula?
A metodologia seguida nesse projeto é bastante simples: calcula-se para cada mês a proporção de itens da cesta da inflação (para o IPC-Br) que tiveram a variação percentual acumulada em 12 meses acima do teto da meta da inflação.
Como interpretar?
Se o índice de difusão, calculado em cima do IPC-Br variação percentual acumulada em 12 meses, em um dado mês estiver abaixo (acima) de 50%, significa que a maioria das componentes do índice tiveram variação abaixo (acima) do teto da meta estipulada pelo Comitê de Política Monetária.

Essa é a única maneira de se calcular um índice de difusão?
Não. Existem outras. As instituições The Conference Board e Bureau Labor of Statistics, por exemplo, utilizam a seguinte metodologia: a cada mês calcula-se a proporção dos itens que cresceram, descresceram e se mantiveram estáveis; em seguida é feita uma média ponderada de pesos 1 (crescimento), 0.5 (estabilidade) e 0 (decrescimento). O crescimento (decrescimento) é definido como variações superiores (inferiores) a 0.05% (-0.05%) e a estabilidade, como variações que estão no intervalo de -0.05% a 0.05%.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula o índice de difusão para o índice de produção industrial como a proporção de itens cuja variação no mês acompanhou o sentido observado do índice cheio.


Veja a série histórica (últimos 3 anos) do índice de difusão para as categorias do IPC-Br (FGV IBRE)

Inflação no Mundo
Veja como evolui a inflação em alguns países

Inflação anual do consumidor (%)
Fonte: Banco Mundial


Instituições que calculam a inflação no mundo
Clique nos pontos marcados para ver a organização

Sua Inflação
Calcule a sua própria inflação

Instruções:
Preencha os campos abaixo com informações sobre o seu rendimento e suas despesas para obter uma aproximação da sua inflação individual.
Se deseja obter uma estimativa da inflação da sua família, preencha os campos considerando o rendimento e os gastos de todos os moradores do seu domicílio.

Você sabia?
Todas as famílias têm os seus hábitos de consumo próprios: umas possuem automóvel e comem carne, outras utilizam apenas os transportes públicos e são vegetarianas. A ponderação dos vários produtos e serviços na medida da inflação é determinada em função da média da despesa de consumo do conjunto das famílias.
Por isso, para você saber a sua inflação de verdade, você deveria considerar no cálculo apenas os itens que você consome e não a média da população brasileira.
Aqui estão concentradas algumas opções para você ter uma ideia da sua própria inflação.

Rendimento mensal:

Despesas com alimentação
Supermercados:
Bares e restaurantes:
Despesas com educação
Escola/Faculdade:
Cursos:
Material escolar:
Livros não didáticos:
Despesas com saúde
Plano de saúde:
Médicos/Dentistas:
Exames em geral:
Medicamentos em geral:
Despesas com lazer
Cinema:
Show:
Teatro:
Eventos esportivos:

Despesas com o lar
Aluguel/Financiamento do domicílio:
Condomínio:
Luz:
Gás:
Água e esgoto:
Empregada doméstica:
Despesas com transportes públicos
Ônibus:
Metrô:
Trem:
Barca:
Táxi/UBER:
Despesas com transportes próprios
Financiamento do automóvel:
IPVA (no ano):
Seguro facultativo:
Combustível:
Estacionamento:
Manutenção veicular:

Mês de referência

Unidade: variação percentual mensal
Sua inflação:
Total de despesas:
Inflação no Brasil (IPC-Br):

Percentual de gastos do seu orçamento:
Exportar informação
Expectativa de Inflação dos Consumidores
Veja a seguir a trajetória da expectativa do consumidor para a inflação no Brasil



Sondagem de Expectativas do Consumidor

A Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV IBRE é uma pesquisa mensal que procura captar o sentimento do consumidor em relação ao estado geral da economia e de suas finanças pessoais.

Quando o consumidor está satisfeito, e otimista em relação ao futuro, tende a gastar mais; quando está insatisfeito, pessimista, gasta menos. A confiança do consumidor, portanto, atua como fator redutor ou indutor do crescimento econômico.
Expectativas na Web

Busca por 'inflação' no Google no Brasil desde 2004.



Atenção: O gráfico acima refere-se à popularidade da busca do termo 'inflação' em relação a outros termos. Dessa forma, embora seja notável uma tendência decrescente no gráfico, isso não necessariamente significa que a busca pelo termo 'inflação' tenha diminuido. Significa apenas que a popularidade decresceu em relação a outras buscas.
Descomplicando a inflação

Diversos materiais para você entender a inflação de uma forma mais simples.
Para criar essa seção, utilizamos grande parte dos materiais encontrados em European Central Bank. Algumas adaptações foram feitas para o contexto brasileiro.

Aumento geral dos preços

Numa economia de mercado, os preços dos bens e serviços podem sempre mudar. Alguns preços sobem, outros descem. Fala-se de inflação quando se verifica um aumento geral dos preços dos bens e serviços e não quando apenas os preços de artigos específicos sobem. O resultado é que se compra menos com um real. Em outras palavras, um real vale menos do que anteriormente.

Algumas variações de preços são mais importantes do que outras

No cálculo do aumento médio dos preços, os preços dos produtos em que se gasta mais – tais como a eletricidade – têm mais peso (isto é, uma ponderação maior) do que os dos produtos em que se gasta menos – por exemplo, açúcar ou selos de correio.

Pessoas diferentes compram coisas diferentes

Todas as famílias têm os seus hábitos de consumo próprios: umas possuem automóvel e comem carne, outras utilizam apenas os transportes públicos e são vegetarianas. A ponderação dos vários produtos e serviços na medida da inflação é determinada em função da média da despesa de consumo do conjunto das famílias.

Na medição da inflação, têm-se em conta todos os bens e serviços consumidos pelas famílias, incluindo:
  • artigos de consumo diário (como produtos alimentares, jornais e gasolina)
  • bens duradouros (como vestuário, computadores pessoais e máquinas de lavar roupa)
  • serviços (como cabeleireiro, seguros e arrendamento de habitação)

Comparação do preço da cesta de compras de ano para ano

Todos os bens e serviços consumidos pelas famílias ao longo do ano são representados por uma “cesta” de artigos. Cada um dos produtos incluídos nessa cesta tem um preço, que pode variar com o tempo. A taxa de inflação interanual é o preço da cesta completa num determinado mês comparado com o seu preço no mesmo mês um ano antes. Você pode ver na tabela a seguir um exemplo de cálculo da inflação interanual.


Índices de Preços ao Consumidor

No Brasil, a inflação ao consumidor é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, ou simplesmente IPCA. Esse é o índice oficial da inflação no país e é estimado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Mas esse não é o único índice de inflação do consumidor existente no Brasil. Há também o IPC estimado pela FGV/IBRE e o IPC-Fipe estimado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O cálculo desses índices de preço podem diferir em vários aspectos. Por exemplo, o objetivo do índice pode ser medir a inflação nos consumidores em geral ou apenas nos consumidores de baixa renda; o índice pode se referir a apenas uma localidade mais específica do Brasil como acontece com o IPC-Fipe; o período de coleta dos preços pode compreender um mês completo ou a junção de parte de dois meses como acontece com o IPCA e o IPCA-15; entre outras coisas.

As perguntas feitas aos consumidores revelam muitas vezes que as pessoas “sentem” que a inflação é mais elevada do que os índices de preços efetivamente indicam. A que se deve essa perceção da inflação? Vários estudos acadêmicos concluíram o seguinte:

  • Os aumentos de preços atraem mais atenção do que os preços estáveis ou decrescentes, permanecendo igualmente mais tempo na memória. As pessoas têm tendência a notar menos os preços estáveis ou decrescentes, se bem que estes também contam para o cálculo da taxa de inflação média.

  • As pessoas notam mais o preço do que compram frequentemente. Nos últimos anos, os preços de alguns dos bens e serviços consumidos com mais frequência registaram um aumento superior à média. A gasolina, o pão e as passagens de ônibus são bons exemplos. Quando pensam na inflação, as pessoas prestam muitas vezes demasiada atenção às variações dos preços destes artigos, o que as pode levar a sobrestimar a taxa de inflação atual.

  • As aquisições esporádicas e os débitos diretos são menos notados. Uma quantia substancial do orçamento familiar é gasta em bens e serviços adquiridos com menor frequência, por exemplo, automóveis e férias. Além disso, certas despesas, como rendas de casa e contas de telefone, são muitas vezes pagas por transferência bancária automática (débitos diretos e ordens permanentes). Por conseguinte, as pessoas prestam normalmente menos atenção a estas despesas e às respectivas variações de preços quando pensam na inflação.

A inflação é a média de um conjunto alargado de variações de preços

  • IPC - Produzido pela FGV IBRE, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. Sua pesquisa de preços se desenvolve diariamente, cobrindo as sete principais capitais do país.

  • As taxas de inflação são homólogas, mas a nossa memória é mais remota. A perceção da inflação das pessoas tende a fundar-se em preços de há vários anos. Com o tempo, os preços têm tendência a aumentar substancialmente, mesmo que a taxa de inflação homóloga seja baixa.

  • Variações de preços face a variações da qualidade – É frequente considerar-se o aumento do preço de um produto como inflação. Todavia, por vezes a qualidade do produto também varia. Exemplo: os preços dos automóveis poderão ter subido mas, muitas vezes, os novos modelos incluem, como características básicas, elementos anteriormente vendidos como extras (por exemplo, sistemas de navegação por satélite, ar condicionado e airbags). Nesses casos, o aumento de preço deve-se em parte a um aumento da qualidade e não apenas à inflação.
Nossas Pesquisas
Nossos estudos relacionados à inflação, preços e comportamento do consumidor

Núcleos de inflação: avaliação das atuais medidas e sugestão de novos indicadores para o Brasil
Braz, André Furtado. 2011. Repositório Digital FGV.
Estimação do núcleo da inflação via score driven models
MATTOS, DM. Dissertação de mestrado do Programa de Pós–graduação em Métodos de Apoio à decisão do Departamento de Engenharia de Elétrica do Centro Técnico Científico da PUC-Rio. 2018.
Triple-Filter Core Inflation: A Measure of the Inflation Trajectory
FERREIRA, PGC; MATTOS, DM and ARDEO, VL. Rev. Bras. Econ. [online]. 2017, vol.71, n.4, pp.397-411.

Inflation Pacote R (em construção)
Fornece acesso às funções de núcleo de inflação. Quatro diferentes tipos de núcleos são fornecidos: médias aparadas, método de exclusão, pesagem dupla além do novo método de Triplo Filtro introduzido em Ferreira et al. (2016)
Aplicações de inflação diária para previsão do IPC
Pesquisadores
Quem somos?

Esse dashboard foi desenvolvido pela equipe de Advanced Analytics (AA) da FGV|IBRE e coordenado por Pedro Costa Ferreira.

Pedro Guilherme Costa Ferreira
Doutor em Engenharia Elétrica - Métodos de Apoio à Decisão (PUC-Rio) e Mestre em Economia (UFJF-MG).
lattes

André Furtado Braz
Coordenador do núcleo de preços ao consumidor da Fundação Getúlio Vargas.
lattes

Daiane Marcolino de Mattos
Mestre em Engenharia Elétrica - Métodos de Apoio à Decisão (PUC-Rio) e Graduada em Estatística (ENCE IBGE).
lattes

Raira Marotta
Mestre em Estatística (UFRJ) e Graduada em Estatística (ENCE IBGE).
lattes

Jonatha Azevedo da Costa
Graduado em Estatística (UFF).
lattes

Talitha Speranza
Mestre em Engenharia Elétrica - Métodos de Apoio à Decisão (PUC-Rio) e Graduada Engenharia da Computação (PUC-Rio).
lattes


Copyright 2018 IBRE - Todos os direitos reservados

As manifestações expressas por integrantes dos quadros da Fundação Getulio Vargas, nas quais constem a sua identificação como tais, em artigos e entrevistas publicados nos meios de comunicação em geral, representam exclusivamente as opiniões dos seus autores e não, necessariamente, a posição institucional da FGV. Portaria FGV Nº19